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Quando, em 1900, Claude Monet mostrou ao seu amigo Edgar Degas a última novidade do seu domicílio - um telefone - este reagiu placidamente, dizendo: «Já percebi como funciona. Aquilo toca e você tem de se levantar».
Desde a semana passada, a frase está afixada numa parede do segundo piso do Centro Pompidou, em Paris, e integra uma das instalações que compõem a mostra «Voyages en utopie: Jean-Luc Godard 1946-2006», em curso até 14 de Agosto; a qual acompanha a exibição, no piso inferior, de uma retrospectiva integral do conhecido mestre - 140 filmes.
Uma notícia na The Economist faz alusão a desorientações criativas e dissensões corporativas que terão motivado uma profunda alteração dos planos originais para a exposição/instalação - cujo tema inicial seria uma «Arqueologia do Cinema», em provável circuito com o seu notável «Histoire(s) du cinéma» (1988-1998).
É porém no sítio do Centro Pompidou que se pode encontrar a programação, bem como informações mais detalhadas, e inevitáveis curiosidades: por exemplo, na Galeria Brancusi do mesmo centro está patente, até Setembro, uma exposição de James Turrell.
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